AGRESSIVIDADE INFANTIL E HIPERATIVIDADE

AGRESSIVIDADE INFANTIL E HIPERATIVIDADE
INFLUÊNCIA DA TV E JOGOS ELETRÔNICOS COMO DETERMINANTES DO COMPORTAMENTO VIOLENTO

1. Prováveis causas de agressividade infantil nos determinados pontos:
1.1- Bíblico:
Um dos exemplos mais comuns na Bíblia sagrada é respeito de relacionamentos problemáticos entre pais e filhos é o do sacerdote Eli. Assim como Eli, seus filhos também conheciam a Palavra de Deus e sabia qual o caminho correto a seguir. Mas eles estavam decididos a desobedecerem, no entanto desobedeceram a Deus e a seu pai.  Eli não se importava muito em corrigi-los no máximo era apenas conversa então Deus também resolveu agir. (I Samuel 22).
Em II Samuel 13; 15 relata que Davi também pagou o preço pela negligência na família tendo problemas com seus filhos Amnom e com Absalão foi um pai ausente, a consequência foi a morte de ambos os filhos. Os maiores inimigos de Davi não foram as nações vizinhas, mas uma anarquia generalizada que se instaurou dentro de sua própria casa Amnom estuprou sua irmã; Absalão matou seu irmão. São todos fatos de certa forma ligados à vida familiar.
1.2- Psicológico:
De acordo com Freud, nossos instintos pertencem a dois grupos: os instintos de vida (Eros), que compreendem o instinto sexual e o de autopreservação, e os instintos de morte (Thanatos) que compreendem os instintos de agressão e destruição. Para alguns etologistas (cientistas que estudam o comportamento das espécies animais) a agressão é um agir irracional a medida que seus objetivos são bloqueados. Uma criança frustrada no lar, pelos pais mostra-se agressiva na escola, para com o professor.
Um estudo sob a frustração de crianças realizado por Tamara Dembo, discípula do psicólogo Kurt Lewin, revela um fenômeno de regressão, ou seja, comportamentos que não eram naturais  as idades das crianças, mas sim apresentando comportamentos a idades inferiores.
Para o psicólogo Albert Bandura a criança aprende muito sob intermédio de imitação as demais pessoas também aprendem imitando o comportamento de outras pessoas, ou modelos, e essa aprendizagem ocorre ainda que essas respostas imitadas não recebam diretamente reforço nenhum. A criança apenas imitou a reação apresentada por seus pais. Uma criança pode aprender a tornar-se agressiva, mentirosa ou desonesta através da imitação de modelos.
Os teóricos favoráveis à idéia de que o comportamento é deter­minado basicamente pela hereditariedade consideram os seres humanos instintivamente violentos, destinados por sua herança genética a serem agressivos. Para os teóricos que consideram o ser humano como produto da estimulação ambiental, a agressividade não é inata e, portanto, os indivíduos podem ser moldados para se tornarem pacíficos e amorosos. Tanto a posição freudiana quanto a etológica aceitam que a agressão é, em grande parte, herdada.
1.3- Social:
As explicações da posição frustração-agressão e as da aprendizagem social vêem a agressão basicamente como um produto do ambiente. Os psicólogos que sustentam o ponto de vista ambiental consideram a agressividade como resultado do modo pelo qual a sociedade pune as atitudes e o comportamento de seus membros. Eles afirmam que as atitudes da maioria da população em cada sociedade determinam se a violência será ou não tolerada.
Estudos com delinquentes também indicam que o comportamento agressivo predomina nos ambientes em que os modelos agressivos são abundantes e a agressividade é uma qualidade valorizada, sejam esses modelos fornecidos pela pessoa do pai, por outros adultos ou pelos companheiros. Acreditam que a agressão é deter­minada pelas normas do grupo e pelas frustrações da vida diária.
As crianças as quais apresentam sua agressividade em desacordo com o que é considerado próximo ao normal e saudável podem ter relação com fatores tais como pais que não apresentam clareza e coerência em sua postura quanto a sua educação e limites, a violência doméstica a qual está inserido ou ainda o seu ambiente escolar. Visto que a criança é influenciada por seu ambiente familiar e social.
2. Conceito de hiperatividade, suas causas e seu diagnóstico.
A hiperatividade é um desvio comportamental, caracterizado pela excessiva mudança de atitudes e de atividades. Crianças hiperativas são consideradas frequentemente como pessoas inconvenientes. Há ocasiões em que não se percebe a hiperatividade de maneira muito nítida. A falta da participação dos pais na vida dos filhos dificulta, ou até mesmo se torna impossível desenvolver uma avaliação objetiva sobre o comportamento da criança. Uma das justificativas mais dadas pelos pais na ausência na vida dos filhos são as tarefas diárias, suas agendas lotadas, compromissos importantes e inadiáveis. São esses detalhes que fazem com que os pais não compareçam na escola, em consultas médicas, muitos pais negam a entrevistas de seus filhos hiperativos com psicólogos. Com uma apreciação um pouco mais crítica e mais dirigida pode-se notar a existência de diferenças comportamentais de uma criança hiperativa em relação às outras do grupo. Nos períodos de férias, a hiperatividade se mostra muito menos acentuada, mas é apenas uma questão circunstancial, pois as obrigações com horários e tarefas são menos rígidas e as exigências são menores; com isso, as crianças ficam mais à vontade, o que atenua o quadro, de modo aparente.
Como se manifesta a hiperatividade?
Evidenciam-se, de modo isolado ou associado, as seguintes características:
  • *      Crianças que se mantêm em constante movimento;
  • *      Mexem em tudo, sem motivos e sem propósitos definitivos;
  • *      São impacientes e mudam de atividade com freqüência;
  • *      Não conseguem permanecer sentadas para assistir televisão;
  • *      Apresentam incapacidade para focar a atenção em qualquer atividade durante um período de tempo necessário para tal;
  • *      Distraem-se facilmente e, frequentemente, não conseguem terminar as tarefas propostas para o período estabelecido.


O diagnóstico da hiperatividade
Pode perceber a hiperatividade em várias fases do desenvolvimento da criança. O diagnóstico torna-se bem mais claro quando as crianças estão na fase pré-escolar ou escolar. É muito importante identificar corretamente se a criança realmente tem o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) para que ela receba atendimento adequado o mais rápido possível.
Quando a criança apresenta o quadro e não é diagnosticada, as suas relações com a família, escola e amigos vão ficando cada vez piores: ela é muito criticada por todos, não consegue se sair bem na escola e os colegas tendem a se afastar. Ai surge um sentimento de incapacidade, dúvida sobre o amor das outras pessoas e uma auto-imagem muito ruim ("eu não sei fazer nada direito mesmo").  
Muitos pais demoram muito para procurar ajuda ou não aceitam um diagnóstico de hiperativo, por achar que é coisa da idade, que toda criança é agitada mesmo, que isso irá passar. A hiperatividade poderá ser confundida com outras patologias ou mesmo vir junto com estas, tais como: autismo, deficiência auditiva, dislexia, deficiência mental, que pode tornar o diagnóstico difícil, tendo, portanto que ser realizado por um profissional especializado.
Porém quando o problema demora a ser diagnosticado, o hiperativo, a partir da sua puberdade, pode procurar as drogas, o álcool, praticar agressões sexuais, a fim de tentar superar suas dificuldades em adaptar-se à vida social, e em alguns casos podem cometer até o suicídio.
3. A hiperatividade é o mesmo que falta de limites?
Existem crianças levadas, crianças hiperativas e crianças sem limites. As levadas dão a impressão de não estarem se concentrando em nada, mas quando colocadas diante de alguma atividade que lhes interesse, dedicam-se inteiramente a ela. As crianças hiperativas realmente não se concentram, mesmo quando é algo que lhes interesse muito. As crianças sem limites concentram-se, mas dificilmente elas têm interesse que não seja superficial, porque geralmente elas ganham tudo que querem, mesmo que remotamente.
A criança não consegue fixar sua atenção por muito tempo. Isto explica o baixo desempenho escolar, principalmente em matérias em que é preciso ler muito, como história, geografia. Muitas vezes elas são ótimas em matemática, porque o raciocínio é muito rápido, mas se os problemas apresentados tiverem um enunciado a ser interpretado já dificulta. Bem, sem capacidade de fixar a atenção, tudo pode dispersar a criança, até uma mosca que passa. Ela não tem controle sobre a esfera do pensamento, que flutua muito mais rápido do que normalmente ele já o faz. Ela também não tem controle sobre os sentimentos, não conseguindo conter reações emocionais, alternando rapidamente momentos de extremo carinho, simpatia, amorosidade, com momentos de agressividade verbal e física. E também não têm controle sobre a esfera do agir, apresentando uma impulsividade e uma compulsão  muito grande ao movimento, elas não conseguem ficar paradas, não conseguem fazer nada até o fim, brincam com três ou quatro brinquedos ao mesmo tempo.
Logo em seguida, vem a influência dos professores. Tanto os pais quanto os professores devem saber controlar seu pensar, seu sentir e seu agir, para servirem de modelo para as crianças. Um fator importante para que o Eu conquiste o comportamento é o ritmo, a criança precisa de ritmo, de uma rotina. Ter hora para comer, para dormir, para tomar banho, para ir à escola, para assistir TV, para jogar videogame, para entrar na internet.
A culpa faz com que os pais presenteiem demais os filhos, e o excesso de brinquedos dispersam ainda mais a criança hiperativa, e cria dispersão na criança sem limites, porque ela não se envolve profundamente com nada, porque tudo é passageiro e amanhã ela já ganhará outro “melhor brinquedo do mundo”. A criança  consegue perceber a culpa dos pais e pode manipulá-los até deste sentimento. Muito melhor seria brincar junto com a criança, contar histórias para ela, ouvir as histórias dela, participar da vida dela.
As crianças são diferentes dos adultos, mas ainda são humanas, no que isso tem de bom ou de ruim. E as crianças têm uma capacidade muito grande de perceber o que seus pais estão sentindo, e a culpa dos pais fica muito evidente nestas situações de não colocar limites ou de presentear excessivamente. As crianças sem limite só precisam de limites claros e objetivos, afinal elas também fazem parte da sociedade e precisam integrar-se a ela.
Crianças sem limites são muito angustiadas e este sentimento precisa ser reconhecido e acalmado para que não fiquem desamparadas afetivamente. A chamada “falta de limites” precursora da indisciplina, manifestada na maioria das vezes por hiperatividade é, na atualidade, um reflexo fiel da crise de transformação acentuada da estrutura familiar em nossa sociedade. Modificações estas que repercutem na dificuldade em definir valores socioculturais, em estabelecer os papéis dos cuidadores na dinâmica familiar, em avaliar o tempo disponível para adequada interação entre a criança e seus pais, além de habitar um mundo globalizado que preconiza a imagem, o visual, o imediatismo em detrimento do questionamento e da reflexão.
Seja indisciplina ou hiperatividade a manifestação do sintoma de uma criança, é imperativo a feitura de um diagnóstico correto, definindo as possíveis causas e indicando a conduta mais adequada e, não menos importante, que a abordagem percorra o caminho da afetividade, elemento prioritário na construção da mente, por parte daqueles que se dispõem ao atendimento.
Televisão apresenta uma capacidade imensa de gerar influências ocultas tanto para o espectador quanto para os seus profissionais. Conhecer e dominar essas influências é essencial para a sobrevivência do veículo e para a própria sanidade espiritual do Homem moderno.
4.1- Adultas
As novelas, baseados no sexo e na sensualidade deturpada, cheia de chantagens, adultério, fornicação, sem o respeito ao outro, sem laços de afeto. Muitas mulheres deixam até mesmo de cuidar da casa, lavar cozinhar para justamente ficar presas na frente da televisão.
4.2- Jovens 
A TV também orienta para a violência, para o sexo precoce, desperta necessidades de consumo e, em alguns casos leva os jovens para Febem ou rumo à estagnação. A televisão tomou o lugar do aconchego, da proximidade, da interação familiar. Tornando-se difícil para o adolescente que inicia seus primeiros passos sexuais, compreender como se ama, como se expressa carinho e afetividade sem ser necessário e unicamente pela genitalidade, ocasionando dúvidas e transtornos emocionais, muitas vezes irreversíveis. Os jovens de hoje estão convencidos de que os peritos e personalidades da televisão são a autoridade de informações credíveis, enquanto os pais e as gerações mais velhas são tolas com idéias datado.
4.3- Crianças
Entra também um fator que agrava a criança hiperativa e cria a criança sem limites. Hoje em dia, ambos os pais trabalham fora geralmente, e muitas horas. Muitos pais, principalmente as mães, sentem-se muito culpadas por estarem longe do filho a maior parte do tempo e, por outro lado, chegam em casa super cansados, querendo um tempo para si, o que aumenta ainda mais a culpa. Assim, certas “babás eletrônicas” como o computador, a televisão e o videogame caem como uma luva. A criança se diverte sozinha e os pais podem descansar. Infelizmente estas “babás” amplificam o problema, causando uma excitação ainda maior, embora sejam as poucas coisas que conseguem atrair a atenção de uma criança hiperativa, porque as circunstâncias de um videogame, por exemplo, mudam constantemente, seguindo o ritmo de uma criança hiperativa. As crianças são motivadas, muitas vezes, a aprender e a crescer a partir de imagens, idéias e descobrimento de culturas diversas, ricas e que formam o todo da humanidade. Através da televisão, o mundo inteiro entra em sintonia em questão de segundos, via satélite. Ficamos, desse modo, informados e podemos desfrutar de momentos de profunda beleza. As crianças são condicionadas a desligar a partir do que é verdadeiramente importante para o seu bem estar e de se concentrar em trivialidades estúpido, esportes fofocas de celebridades, e comprar um conjunto de coisas materiais. Eles investem o seu valor psicológico em personagens de fantasia na televisão, ignorando ou desprezando os indivíduos, mesmo contribuindo para o aperfeiçoamento da humanidade. Eles são desencorajados a se envolver em sua comunidade local e, muitas vezes falta a capacidade de pensar de forma independente ou para resistir à corrupção.
5- o ponto de vista:
5.1- Sociologia
A televisão é um aparelho que está presente, direta ou indiretamente, na vida de todos e que exerce um papel determinante na formação e nas atitudes de toda a sociedade exercendo fascínio em uns e repulsa em outros. A televisão, hoje, mostra o mundo  ao vivo e a cores. Cenas do planeta desfilam sob nosso olhar e atiçam a sensibilidade e inteligência. Fatos dispersos se sucedem sem nexo e inexplicáveis para a imensa maioria da população. Imagens fragmentadas e incompreensíveis do mundo em que vivemos. Planeta de imensos contrastes econômicos e sociais. Atualmente as pessoas utilizam os meios de comunicação como meio de companhia na sociedade individualista em que vivem. A televisão preenche o vazio social e é utilizada pela maioria das pessoas como uma fuga para as dificuldades do cotidiano.
5.2- Psicologia
Crianças agressivas e suas mães se caracterizam por atribuir natureza hostil ou provocativa aos eventos originalmente neutros. Essas crianças teriam uma interação familiar deficitária, seguramente pertenceriam a classes sociais desfavorecidas e suas relações na escola seriam problemáticas, teriam más companhias e evoluiriam negativamente. Não existe uma única variável ou algumas variáveis simples que possam ser consideradas indícios seguros do surgimento de comportamento agressivo e violento na criança pré-escolar, senão, uma combinação de variáveis implicadas no desenvolvimento e na instauração dos problemas de conduta. Para alguns investigadores os fatores mais significativos seriam o temperamento da própria criança, os problemas na relação mãe-filho, as condições socioeconômicas e o substrato biológico (Sansom, Oberklaide, Pedlow e Prior, 1991).
5.3- Bíblico ou evangélico
A televisão se tornou um instrumento que é freqüentemente abusado para incentivar o adultério, a fornicação, a bebedice, a violência, o ódio, e a cobiça. Os fariseus do tempo de Jesus usavam exatamente este mesmo método para lidar com sua lei. Se havia possibilidade de alguém pecar por trabalhar no sábado, por exemplo, eles simplesmente proibiam todas atividades no sábado. Jesus condenou estas doutrinas humanas e demonstrou que seguir as leis que os homens inventam não tem valor (Mateus 15:1-14; Colossenses 2). A abordagem correta é cada discípulo tomar uma decisão individual sobre se deve ver uma televisão ou não ver, e se ver vigiar no que vê e considerar cuidadosamente a influência moral de cada programa visto. Esta é uma área de grave perigo; mas também há muito perigo em inventar regras de igrejas e doutrinas que não estão na Bíblia.
6- Mencionar as prováveis consequências dos jogos eletrônicos na vida da criança e jovens.
Os jogos eletrônicos têm como um dos seus principais meios trazer diversão e um pouco de “relax” aos seus jogadores. Mas, infelizmente, muitas vezes, isso não está ocorrendo. E isso não é culpa apenas do fabricante do game, mas, principalmente, dos usuários dos jogos.
A versatilidade de jogos está cada vez maior, e consecutivamente, cresce também a procura por jogos de ação, onde você escolhe entre ser o bandido ou ser a polícia, ou muitas vezes não tem nem escolha, você é o bandido e tem que fugir da polícia!
Mas nem todos os games são “maus”, existem games educativos, mas depois falamos destes.
Vamos falar um pouco sobre alguns games que estão “bombando” na mente dos jovens. Existe um jogo de corrida, mundialmente conhecido e jogado, tanto por crianças, jovens e adultos, lançado no ano de 94, cujo objetivo é correr com carros turbinados, e vencer todas as corridas possíveis. Mas não é apenas nisso que consiste o Need for Speed, para você ir evoluindo e crescendo no jogo, em uma das versões deste game, você precisa ser o fora da lei, e desrespeitar todas e quaisquer leis de trânsito, inclusive bater, quebrar carros policiais, para que seu nível de procurado vá crescendo. E depois disso, conseguindo fugir da policia, você ganha um tanto de bônus de acordo com esse nível. Existe outro jogo de ação chamado GTA (Grand Theft Auto) em que o jogador é um “bandido”. Nesse jogo, o jogador tem que roubar carros, assaltar lojas, e ganhar dinheiro para cumprir as todas as tarefas. Um outro tipo de game bastante jogado é os de luta, em que um jogador luta contra outro pelo game. E existem muitos outros títulos de jogos que tem o mesmo tipo de enredo.
Agora, conhecendo um pouco sobre a mentalidade de uma criança, de um adolescente e de um jovem, podemos chegar a algumas conclusões:
§  Essa faixa etária está em fase de crescimento, não só física, mas crescimento moral e ético, crescimento espiritual, crescimento lógico…
§  Eles retêm tudo, sejam coisas boas ou más, e armazenam isso em seu cérebro, e aos poucos vão liberando isso na sua vivência;
Por isso, infelizmente, muitos desses games influenciam jovens a viverem mal humorado com tudo e todos, agindo agressivamente e, consecutivamente, desrespeitando a muitos.
Mas não devemos ficar observando as coisas más e esquecermos do que é bom. Os games foram feitos com a finalidade de ajudar a relaxarmos dos acontecimentos estressantes do dia. Podemos jogar jogos eletrônicos? Com toda a certeza que sim! Tudo depende do nosso entendimento em reter o que é bom e descartar o que é mal, e o mais importante, se divertir!
Por tanto, devemos passar isso para as crianças e jovens, de que o jogo é apenas um jogo. Se eles perderem uma partida, não precisam se preocupar e ficar com raiva de tudo, nos jogos eletrônicos é só apertar um restart e começar tudo de novo, coisa que na vida real não é bem assim. E ajudá-los a entender que o jogo é jogo, e que a vida real é real!
7- Apresentar como o conselheiro deve lidar com estes temas (hiperatividade, agressividade e jogos eletrônicos) através do aconselhamento.
Primeiramente, o conselheiro não deve ter uma mente “quadrada”, para que possa ver de todos os ângulos os problemas das crianças e dos jovens. Segundo, deve se analisar o problema colocando várias hipóteses na mesa para que se possa achar uma ou várias soluções para tal fato.
Nestes três temas, o conselheiro terá que analisar os fatos que influenciam a vida desta criança ou jovem. Fatos como a convivência familiar, a convivência na escola e todos os meios que estão à sua volta.
A hiperatividade é um, dos três temas, mais difícil de aconselhar, pois sua causa pode ser hereditária, ou por fatores ambientais. Mas, nesse caso, o grande aconselhado não deve ser a criança, mas sim os familiares, pai e mãe. Devemos mostrar-lhes que hiperatividade não é doença, mas um fato. E que eles não precisam trancar a criança em um cubo de vidro, mas que devem ajudá-la e constantemente mostrar atenção para ela.
A agressividade é demonstrada desde a infância, como um ato de “chamar a atenção” para si. Da mesma forma que fizemos com o hiperativo devemos fazer aqui, analisar cada fato e cada circulo de vivência dessa criança. Com essa faixa etária, o conselheiro tem uma difícil missão, pois ele pode ajudar a criança a diminuir o nível de agressividade, em uma de suas sessões, e logo após, a criança voltando para casa, assiste TV, joga games violentos, vê discussões entre os pais… por isso que todo aconselhamento deve ser feito tanto para a criança, quanto para a família. Aqui, o conselheiro tem que fazer atividades com essas pessoas fazendo com que elas procurem a paciência, mas deve-se tomar cuidado para não provocar a ira! E acompanhar o tempo toda essa situação.
Com relação aos jogos eletrônicos, não se deve proibir a criança de jogar, deve sim acompanhá-la no que joga. Expressando um pouco melhor, você, como conselheiro, deve saber o que a criança está jogando, e melhor ainda, conhecer os jogos que estão sendo lançados, pois assim você poderá aconselhar essa criança e ajudá-lo. Como disse, não se deve retirar os jogos da vida da criança, mas deve moderar a sua freqüência diante da tela. Uma criança que joga muitos games de luta, e se esquece de estudar, estará apenas aprendendo a lutar, e quando passar por um momento difícil ou um momento de escolha, o que ela puxará na memória será a luta, e não uma resposta sábia! Por isso que, hoje em dia, está ocorrendo sérios problemas por causa dos games, pela falta de atenção e de ajuda dos pais.
Por tanto o que não se deve esquecer, é que: os aconselhados estão procurando alguém que os ouça, e que os ajudem, mesmo que às vezes sem falar nada.
Exemplo:
Os psicólogos interrogaram 95 meninas de 10 e 11 anos sobre seus programas de TV favoritos, cujos conteúdos foram classificados como violento e de agressão verbal e indireta. Na programação, apareceram seriados como Lost, Buffy, a Caça-Vampiros e American Idol e desenhos como Scooby-Doo e Pokémon.
Para a surpresa de muitos, a produção voltada especialmente para crianças de até 7 anos de idade continha os mais altos níveis de violência. Nela, foram registrados 26 atos de agressão por hora, contra cinco em programas dirigidos ao público geral e 9 nos considerados impróprios para menores de 14 anos.
De acordo com os pesquisadores, as crianças associam os personagens de desenhos como atores de verdade e imitam na escola as agressões verbais vistas na TV. "Além do mais", disseram os cientistas, "os efeitos da agressão física televisionada se mostraram extensos, a tal ponto de serem associados a comportamentos negativos entre meninas". Entre as más-condutas observadas, estava a tendência de excluir outras crianças de grupos de amizade.




Referências Bibliográficas.
BARROS, Célia S. G. Pontos de Psicologia do Desenvolvimento. Ática. São Paulo. 1986. PP. 138 
TRAIN, Alan. Ajudando a Criança agressiva. Como lidar com crianças difíceis. Campinas. Papirus. 1987.
TOPCZEWSKI, Abram. Hiperatividade como Lidar? São Paulo. Casa do Psicólogo. 1999. PP. 21-33.
TRAIN, Alain. Tradução: REILY, Lucia. Ajudando a criança Agressiva. Ed. Papirus. Campinas, SP – 1997.

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